- A economia vai para a taxa de condomínio ou para a conta de cada morador?
- Depende do caminho. Se o sistema atende só a área comum, a geração abate a conta do condomínio e o efeito aparece na taxa. No rateio entre as unidades, parte da geração vai para a área comum e parte para a conta de cada apartamento participante, pelos percentuais definidos.
- Dá para zerar a conta de todos os apartamentos?
- Não. A cobertura de um prédio é pequena perto do consumo somado das unidades. Na maioria dos edifícios dá para cobrir a área comum e só uma fração do consumo dos apartamentos. E toda conta continua com o custo de disponibilidade.
- Se faltar luz, o elevador continua funcionando?
- Não. O sistema conectado à rede desliga quando o fornecimento da rua é interrompido, por segurança de quem trabalha na rede. Elevador, bombas e portão continuam dependendo de gerador ou de nobreak, se o prédio tiver. O sistema solar não substitui nenhum dos dois.
- Precisa de aprovação em assembleia? Qual é o quórum?
- Em geral, sim. O quórum depende da convenção do condomínio e do tipo de deliberação, e quem confirma é a administradora. Por isso não indicamos um número: ele varia de prédio para prédio.
- Como se define quanto cada unidade recebe?
- No caminho do rateio, os percentuais de cada unidade e da área comum são informados no cadastro do sistema junto à Energisa Sergipe. Mudar esses percentuais depois exige um novo pedido formal, por isso a divisão precisa ser combinada antes da instalação.
- E quando o inversor precisar ser trocado?
- Vai acontecer: os módulos duram em torno de 25 anos, e o inversor dura menos. Em condomínio, essa troca precisa entrar no planejamento desde o começo, e o estudo técnico deve dizer isso com clareza.
- Estamos perto da praia. Enferruja?
- O vidro do módulo não, mas estrutura, parafusos, conectores e caixas metálicas sofrem com a maresia. A especificação para atmosfera marinha é obrigatória, e numa cobertura exposta a vento e sal ela pesa mais ainda.
- A torre ao lado faz sombra. Inviabiliza?
- Nem sempre. A análise de sombreamento ao longo do dia e do ano mostra que parte da cobertura é útil e quanto ela gera. Às vezes a área que sobra atende só a área comum, e isso fica claro no estudo técnico.
- Quanto tempo leva do primeiro contato à ligação?
- A parte técnica é rápida; a assembleia costuma levar mais tempo que a obra. Depois dela vêm a solicitação de acesso, a instalação e a vistoria da distribuidora, cujos prazos seguem as regras do setor.
- Atendem administradora com vários prédios?
- Sim. Para a administradora, o levantamento de cada prédio segue o mesmo roteiro, e a documentação sai no formato que ela apresenta ao conselho e à assembleia.
- E condomínio horizontal ou clube?
- Também. Em condomínio de casas e em clube, costuma haver mais área disponível, em telhado de área comum ou em estrutura de solo, e bombas de piscina e iluminação externa pesam bastante na conta.